Não escolhes a tua profissão ao acaso

Estamos todos ligados ao nosso inconsciente familiar. Cada escolha e cada profissão revelam necessidades, histórias e memórias da nossa árvore genealógica.

Numa tentativa de equilíbrio ou compensação, o impulso da alma leva-nos muitas vezes a alimentar o que faltou e a tentar realizar sonhos que não foram alcançados.

As memórias, potencialidades e carências familiares atravessam gerações e manifestam-se sob a forma de impulsos, compensações, talentos e recursos.

Quando alguém escolhe um caminho ou uma vocação, não está apenas a seguir o seu próprio chamado. Com ele seguem também os impulsos dos seus ancestrais.

A profissão assume assim, o papel de compensar, repetir ou resinificar a história do clã.

Profissões ligadas à comunicação, refletem histórias na árvore sobre silêncio, palavras que queimaram, pessoas que não tiveram voz ou os silêncios da família.

Profissões ligadas a crianças, corrigem dores de infâncias difíceis, sentimento de desproteção e temas entre Pais/Filhos na árvore.

Profissões ligadas às terapias, falam de sentimentos de desvalorização, incompreensão e falta de compaixão na árvore.


Profissões ligadas a pesquisa e história, falam de segredos, coisas ocultas e procura por pessoas que não se falam ou não se conhecem na árvore.

Profissões ligadas ao dinheiro corrigem histórias de escassez, instabilidade financeira, perdas e roubos monetários.

Quanto mais conheces a história da tua árvore, mais compreendes porque seguiste determinado caminho.

Quando reconhecemos que muitos dos nossos impulsos, memórias e padrões têm origem na nossa árvore familiar, torna-se mais fácil assumir o nosso papel e resignificar o processo de dor que nela existiu.

Agora fiquei curioso, qual foi a profissão que seguiste?

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Daniel Azevedo