Uso e efeito do diminutivo num nome

Chamar ou ser chamado de “Joãozinho” ou “Mariazinha” quando nos referimos a adultos pode, numa primeira leitura, parecer algo banal e até inocente. No entanto, este tipo de linguagem não deixa de ativar dinâmicas internas e pessoais, bem como reflexões ligadas à nossa árvore genealógica.

Apesar de surgir muitas vezes como um diminutivo carinhoso, ele transporta uma carga simbólica associada à pequenez, proteção ou infantilização. Com isto, a pessoa pode desenvolver maior dificuldade em se posicionar no lugar de adulto e, em reconhecer-se como alguém plenamente capaz e autónomo.

Pode ainda sentir que a sua voz tem menos peso, ou que a sua importância é diminuída e não considerada. Em alguns casos pode existir um excesso de proteção, o que acaba por limitar a afirmação, a força e o posicionamento pessoal.

A pessoa pode estar também ligada por nome a alguém da sua arvore, e como sente que tem de continuar um legado ou que não pode ser maior do que essa pessoa, sente esse peso e, dificuldade em saber qual o seu lugar e propósito.

As palavras não são neutras. Elas criam energia e geram impacto. Conhecer o nosso nome, sem simbolismo e a sua potência, é essencial para vivermos de forma mais una, clara e com prospera.

No dia 2 irei falar sobre isto no workshop “Heranças Invisíveis”. As vagas são limitadas. Inscreve-te através do link da bio ou envia mensagem direta.

E tu, já ouviste alguém ser chamado assim?

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Daniel Azevedo