Quando o primeiro nome não é falado

Existem muitas pessoas que têm um nome composto, como Maria Julieta, e só são conhecidas e tratadas pelo segundo nome. E o que é que isto quer dizer à luz da Psicogenealogia?

Quando uma pessoa é mais conhecida e tratada pelo seu segundo nome e não pelo primeiro, podemos ter várias reflexões.

A primeira possibilidade é que essa pessoa e o seu primeiro nome, estejam ligados a um ancestral seu exatamente com o mesmo nome.  Continuando a ter um peso simbólico no nome e sistema familiar.

Daí o facto de a pessoa ser mais frequentemente tratada pelo segundo nome do que pelo primeiro. Porque o primeiro nome transporta energia associada a esse ancestral.

Outra das hipóteses, é o facto de esse nome ter sido dado em honra de alguém. Por isso, quem recebe esse nome, recebe também dessa mesma pessoa memórias, histórias, identidades, heranças e dores. Por isso a pessoa sentir de forma inconsciente essa carga.

Uma terceira hipótese é a de esse nome estar ligado de forma literal ou simbólica, a um excluído ou não falado do seu sistema familiar. Daí a pessoa se distanciar do seu primeiro nome.

Por último, esse nome pode ser observado como uma representação de uma dor profunda do seu sistema familiar. Por exemplo Maria, representa arquetipicamente dores de mães que perderam filhos. Por isso quem carrega esse nome, sente no seu ser as dores dos seus ancestrais.

Quando uma dor não é vista, alguém no sistema vai carregar uma herança, honrando essas dores e processos. Por isso é importante observarmos e decodificarmos o nosso nome, e o que ele fala da nossa árvore genealógica.

 Todo o nome revela uma potência, dores e heranças da nossa árvore.

Dia 25 irei falar sobre isto no workshop vidas passadas e transgeracional com a querida @dianamachad0

Os lugares são limitados, garante o teu enviado mensagem.

E tu, tens alguém na família que é mais conhecido e tratado pelo segundo nome do que do primeiro?

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Daniel Azevedo