Fórceps, parto e dinâmica de comportamento.

À luz da Psicogenealogia, observamos que o nascimento deixa uma marca simbólica e comportamental no indivíduo.

Nascer é o primeiro movimento de luta e entrada neste mundo. E os seus efeitos, se não entendidos, podem gerar dinâmicas de comportamento, sem que a pessoa se aperceba.

Antes de tudo, não estamos a olhar para a necessidade ou não desse recurso, se é certo ou errado. Estamos apenas a observar a dinâmica da causa e efeito à luz da Psicogenealogia.

O parto com fórceps, é interpretado como uma experiência inicial de intervenção externa para que a vida avance. No plano simbólico, a criança pode registar que o seu movimento natural precisou de ajuda ou de força externa para acontecer.

Essa memória precoce não é consciente, mas pode refletir-se em certas tendências de comportamento ao longo da vida. Algumas pessoas que nasceram com fórceps podem desenvolver a sensação de que, precisam de pressão para agir.

Podem precisar de mais ajudas, bengaladas e validações exteriores. Como se precisassem sempre de um empurrãozinho, fruto da memória de entrada neste mundo.

Em termos emocionais, podemos observar mais dificuldades com a autoconfiança ou bloqueios quando é preciso avançar.

A Psicogenealogia também observa que estas marcas não são deterministas. Elas representam tendências possíveis, não destinos fixos. Tudo pode ser ressignificado, daí a importância de uma consulta de Psicogenealogia.

O parto que é o momento de entrada neste mundo, muitas vezes simboliza a forma como reagimos à pressão e desafios da vida, e a força que temos ou precisamos, para avançar com os nossos projetos.

Vamos falar sobre os efeitos do nosso parto na vida, no workshop “Vidas Passadas e Transgeracional” dia 28 de Março. Garante o teu lugar, enviando mensagem ou no link da bio.

E tu sabes como foi o teu parto?

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Daniel Azevedo